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Visitando Amsterdã

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Amsterdã fez parte de uma viagem de 20 dias, realizada em junho/julho de 2014. Viajando Air France, cinco dias em Paris, seguindo, de carro, para Estrasburgo, Munique, Dresden, Praga, Berlim, Potsdam, Hamburgo, Amsterdã e Bruges. Para cada uma das cidades farei um post, como este aqui.

COMO CHEGAR: de carro, saindo de Hamburgo/Alemanha, são 459 km, gastamos, sem pressa e com as paradinhas técnicas, cinco horas. Chegamos em Amsterdã num fim de tarde, ficamos outro dia inteiro e mais uma manhã.

ONDE FICAR: difícil dizer onde é melhor ficar em Amsterdã, mas certamente, dentro da área da antiga cidade, onde se concentram os principais pontos de visitação (veja área circulada em vermelho no mapa) e não fique na região da Red Light.

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Nós nos hospedamos no Art Hotel Dulac, Haarlemmerstraat, 120, info@arthoteldulac.nl. Fica bem localizado, supermercado em frente, vários pubs e cafés ao redor, próximo à casa de Anne Frank e Red Light District (15 min. andando). O atendimento é muito gentil, no entanto, o quarto é muito pequeno, chuveiro com meio box, molhando o chão, colchão muito macio e travesseiros muito altos e duros, estacionamento distante e 30€ por dia.

O QUE FAZER: A cidade está organizada para o turismo, em todo o lugar existem postos de compra de programas turísticos, como o Tours e Tickets. Foi a única cidade onde a revistinha turística tem tradução para o português, incluindo junto à bandeira de Portugal, a brasileira.

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Visitamos a cidade fazendo tudo a pé. Alguns pontos turísticos ficam um pouco longe, mas se você gosta de andar e aproveita para ir observando o movimento e as construções, sem pressa, não vai nem sentir o tempo passar. Nada que à noite, no hotel, não resolva, com um escalda pés e massagem.

Embora em toda a Europa o uso da bicicleta seja grande, em Amsterdã este hábito é culturalmente parte da vida diária, aliás, na rua, a preocupação no trânsito para não ser atropelado não é com os carros mas com as inúmeras bicicletas pela ciclovia, junto à calçada. Esse transporte é usado para trabalho, passeio, carregar os filhos e transportar coisas. Aliás prática muito sustentável, para o meio ambiente, para o bolso e para a saúde, não acha?

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Como não podia deixar de ser, tem muitos passeios turísticos de bicicleta e você também pode alugar uma por 10€ ao dia, perto da Central Station, Brouwersgracht, 78, aberta até as 17:30h.

Amsterdã tem duas coisas um pouco estranhas para nós brasileiros, a oficialização da profissional do sexo e o uso de drogas (não o tráfico). Sentir o cheiro de maconha é muito comum, andando pelas ruas, independente da hora do dia e, sobretudo, no Red Light District, que fomos conhecer logo na noite de chegada.

Dizem que o holandês gosta muito de grandes janelas e como faz muito frio, utilizou-se a paixão local para que as mulheres pudessem ficar quentinhas e protegidas, mas visíveis pelos seus potenciais clientes, por meio das grandes janelas iluminadas por uma luz vermelha, daí surgiu o nome do tão famoso bairro. Percebemos que neste local há um pouco mais de perigo, fomos recomendados para ficar atentos às bolsas, não levar máquina fotográfica (aproveito pra dizer que não pode fotografar as mulheres nas vitrines), não passar de meia noite no bairro e evidenciamos que com o passar da hora o ambiente vai ficando mais pesado.

No dia seguinte, começamos o passeio por uma das grandes atrações da cidade, a casa de Anne Frank – divulgadíssima biografia da adolescente judia, que viveu quase dois anos com a família escondida numa parte secreta da casa. Descobertos foram mandados para diferentes campos de concentração, sobrevivendo somente o pai que encontrou o diário da filha e o publicou (Anne morreu de tifo dois meses antes de desativarem os campos de concentração).

Diariamente tem longas filas para compra de ingresso. Quem já tem ingressos entra direto, fomos então buscar o ingresso na internet, tudo esgotado, portanto, DICA, compre seu ingresso com antecedência, pois nós não conseguimos, mesmo tentando dois dias, fazer a visita.

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Ao lado da Casa de Anne Frank fica a igreja Westerkerk, protestante, famosa por ser onde a familia real sempre se casou e batizou seus filhos e por ter sinos muito especiais da época de 1630, de enorme qualidade comparado ao som de um Stradivarius. Além de poder visitar a igreja, com uma torre de 87 m, conhecer seu bonito órgão, vale fazer a visita guiada (7,50 €) para conhecer os sinos, sua história e funcionamento.

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Subindo as escadas até chegar a 42 m de altura (não se assuste, a subida é íngreme, mas segura e tranquila, pois tem paradas em diversos andares para ver os sinos) você será surpreendido com uma vista panorâmica muito bonita da cidade.

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Visita ao famoso Ice bar – fica ao lado da Ópera, o ticket custa 16,50 €, compre num dos postos de vendas de ticket, pois o ingresso no local é mais caro. Está incluído nesse preço três drinks (cerveja, outros com vodka). À uma temperatura de 10 graus negativos, você entra em um espaço onde estão várias esculturas de gelo, um tipo de sofá também esculpido no gelo, com uma pele de carneiro para sentar. Com música e jogo de luzes coloridas cria um ambiente de boate, no gelo. Foi meio decepcionante, pois o espaço é muito pequeno, poucas esculturas e as roupas são muito desconfortáveis. De toda a forma, se quiser conhecer o local, é uma opção, mas se tiver restrição de tempo, opte por outra coisa.

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Passear de barco pelos canais é programa obrigatório. Não faltam empresas vendendo pacotes.Você pode optar por barcos abertos ou fechados, os quais recomendo, pois mesmo no verão o vento é constante e o frio é grande. Pegamos um passeio com a empresa See Amsterdã, com posto de venda e embarque próximo à igreja Westerkerk e casa de Anne Frank. Eles oferecem duas rotas, uma azul e uma rosa, optamos pela rosa para descer na estação Golden Bend, mais próximo ao museu de Van Gogh e do Rijksmuseun.

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É muito gostoso, conhecer, sob a perspectiva dos diversos canais, as construções históricas, a Central Station, as diferentes pontes, o museu marítimo, o imenso prédio Nemo, que abriga um museu de ciências, interativo, que se tiver tempo, vale conhecer e também tomar um café na sua parte superior, é uma experiência interessante.

Paisagem de barco: museu da marinha, Nemo, canais, estação, pontes

Paisagem de barco: museu da marinha, Nemo, canais, estação, pontes

Uma cena muito comum margeando os canais de Amsterdã são as casas flutuantes, barcos que hoje, se oficias, recebem toda a infraestrutura de água, esgoto e energia, mas se for clandestino, nao tem nenhum destes serviços. Impressionante como as instalações em um barco podem ficar tão confortáveis, inclusive com jardins e varandas.

Casas flutuantes

Casas flutuantes

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Amsterdã está repleta de Museus do Queijo, geralmente em cima é a loja da produção própria, feita em fazendas localizadas em cidades vizinhas e, embaixo, no subsolo, fica o museu, onde você pode conhecer todo o aparato, máquinas e instrumentos que no passado eram usados, desde a retirada do leite até a produção dos queijos. Não deixe de visitar pelo menos um, recomendo o Amsterdam Cheese Deli na rua Prinsengracht 112, próximo à casa de Anne Frank e do restaurante The Pancake Bakery, que comento logo a seguir.

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Se você for como eu, louca por queijos, prepare-se, a variedade é imensa, você vai querer comprar todos. Para lhe ajudar, eles deixam provas para que consiga priorizar. Alguns são temperados, eu amei. E muitos deles estão embalados de forma que duram até 3 semanas fora da geladeira, pode adivinhar o que aconteceu? Minha mala veio lotada de queijos. Ah, não deixa cheiro nas roupas, viu.

Você encontrará bem pertinho daí, o Museu da tulipa, lembrando que a Holanda é sinônimo desta linda flor, também é uma atração, entrada 4€, mas eu não consegui visitar, estava fechado, abre as 10h. De toda a forma, lá você pode comprar as sementes de qualquer das espécies e cores, a mais famosa é a tulipa negra. Outra opção para ver flor é no único Mercado das Flores flutuante do mundo, em barcos, no Singel, que fica no cruzamento das ruas Muntplein com a Konings Plein, no centro.

E, para mim uma das melhores coisas da cidade, o Museu de Van Gogh é imperdível, entrada 15€. São três andares de visitação que levará mais ou menos duas horas para passar por tudo. Vale muito a pena e você não verá o tempo passar, sobretudo se alugar o autoguia (7€). A história dos somente dez anos de produção deste pintor é inquietante, assim como a trajetória para a sua morte. Na saída não deixe de visitar a loja do museu, tem coisas encantadoras.

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Bem próximo ao museu de Van Gogh está o museu Rijksmuseun, com muitos jardins, que até outubro de 2014 estão com sua área externa enfeitada com belíssimas esculturas do americano Alexander Calder e ainda, possui vários cantinhos super aconchegantes para sentar e dar uma descansada.

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Outros locais de visita que valem a pena são a Dam – catedral da cidade, o museu de cera Madame Tussauds, museu de Rembrandt, a fábrica da Heineken.. Destaco ainda a estufa, que conforme o guia, de onde saíram as primeiras mudas de café para o Brasil, hummmm.

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ONDE COMER: Amsterdã, como toda a cidade turística, tem uma imensidade de bares, cafés e restaurantes. Na maioria das vezes, escolho onde comer no caminho onde estamos, no momento, aquele local que, observando, sinto a intuição de ser ali. A maioria das vezes acerto.

Assim, das minhas aventuras, o que recomendo é: para lanchinho rápido no meio da tarde quando dá aquela fominha, a Croissanterie C’est Magnifique, Leidsestraat, 18, bom café, saborosos cheesecake, applestrudel, pães, e, claro, o croissant.

Para café da manhã, o melhor que tomamos na cidade, ou mesmo para um jantarzinho leve, adoramos e recomendo, o Winkel, Noordemarkt 43, aberto diariamente, por 22 horas, tem mesinhas ao lado e à frente da casa. Observei que o local é frequentado pelos moradores, que se encontram lá para um lanche, café. Destaque para os sanduiches, em especial o vegetariano (6,50€) e para a torta de maçã (4,0 €), imperdíveis.

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Recomendado pelo tripadvisor checamos o Joselito – Tapas Café, espanhol, Nieuwendjik, 2. Fica numa esquina em rua de pedestres, de frente para um dos canais da cidade. Ambiente agradável e bom atendimento, oferece uma lista vasta de opções de tapas. Experimente as Gambas al ajillo, camarões sem casa, ao alho e óleo, com pimenta, bem saboroso (9,59€), a cerveja pilsen, um pouco sem graça para quem vem da Alemanha onde cada restaurante tem sua própria fabricação de cerveja, mas não deixa de ser boa.

Se você gosta de panquecas e está deixando a dieta para a volta, não pode deixar de conhecer o The Pancake Bakery, aberto das 9 às 21:30h, fica na Prinsengracht, 191, tel. 31 20 625 1333, próximo ao museu das tulipas. Além das panquecas e dos omeletes, famosos na cidade, o prédio onde funciona o restaurante era um antigo armazém o que dá um charme especial para o local.

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E, se você quiser ter uma verdadeira experiência cervejeira, pegue as dicas fantásticas do blogueiro Daniel Duclos, do Ducs Amsterdam, brasileiro que mora em Amesterdã e que publicou um e-book especializado em cervejas e pubs de Amsterdam. Lista os pubs preferidos do autor, com dicas completas incluindo descrição da casa, preço, como chegar, dicas de quais cervejas pedir e um mapa personalizado com as dicas marcadas.

Dica: visitar Amsterdã é uma delícia, sugiro reservar no mínimo três dias e não se esqueça, compre os ingressos para visita da casa de Anne Frank antes de viajar.

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