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Hvar, não é à toa que é chamada paraíso do mar Adriático!!!

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Jelsa – ilha de Hvar, linda praia, com calçadão à beira mar, charmoso para passear

Hvar, uma das mais de mil ilhas da Croácia e a mais famosa, fica ao sul do país, na região da Dalmácia. É bem longa, só para ter uma ideia, da cidade de Hvar que fica no extremo oeste da ilha até Sucuraj, no extremo leste, são 77 km.
O centro histórico da cidade de Hvar é uma pequena vila, onde só é permitido circular a pé, somente transitam uns carrinhos tipo carrocinha, mas elétrico, que carregam os suprimentos do porto para a cidade.

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Carzinho que transita pela ilha entregando os produtos

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Centro da cidade de Hvar, igreja de Santo Estevão ao fundo e comércio central, na praça de Santo Estevão.

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Para quem gosta de badalação, a pequena vila de Hvar é o paraíso, a vida noturna é intensa, muitos restaurantes, pessoas circulando pela Riva – a avenida beira mar, de um lado para o outro, onde ficam ancorados maravilhosos iates, que por sí só, já são uma atração, pois as pessoas ficam curtindo seus iates, jantando, bebendo, fazendo ginástica e quem desfila pela Riva, acompanha tudinho, quer dizer, quase tudo, rsrsr.

Dizem que há muitas boates também. Mas, para quem gosta de mais calma, como eu, também é um bom lugar para visitar, conhecer os cantinhos pitorescos da cidade e principalmente porque da Riva saem barcos para as várias ilhas ao redor, com passeios belíssimos.

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Chegando ao porto de Hvar, vista da cidade e acima o forte. Vindo mar, essa imagem está à esquerda da cidade, oposto à igreja Our Lady of Grace, que fica à direita.

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A vida marítima de Hvar, muitos barcos, lanchas, iates.

COMO CHEGAR

Saímos de Zagreb, a capital da Croácia e primeira cidade que visitamos no país, em direção à Split, para fazermos a travessia até Hvar.

Levamos em torno de vinte minutos para sair do centro de Zagreb, pegamos então a E71/A1 – E65/A1, guiados pelo GPS. Logo no início da estrada, um pedágio, onde só se pega o ticket para pagar próximo à chegada em Split (174 kn – 23,20 €), foram 408 km de distância que fizemos em quatro horas.

Entrando em Split, tivemos um pouco de dificuldade para encontrar o porto, não conseguimos localizar pelo GPS, aí, lançamos mão do antigo ditado “quem tem boca vai a Roma”, neste caso, ao porto. Para lhe ajudar, caso tenha o mesmo problema que nós, a referência é: chegando em Split, na rua principal, depois do primeiro posto de gasolina, vire a esquerda e na quinta rua, pegue a direita, siga sempre em frente e avistará o porto. Talvez lhe ajude, para o GPS, o endereço, no porto, da empresa que faz a travessia,: Jadrolinija, Obala Kneza Domagoja, 21000 Split, Croatia.

Compre logo o seu ingresso no quiosque da Jadrolinija, que fica na entrada do porto e siga para o portão indicado, principalmente se estiver de carro, para entrar na fila à espera do ferryboat.

Infelizmente não vendem as passagens antecipadamente, assim, para se programar, veja os horários disponíveis aqui.

Se estiver de carro a travessia é de ferryboat, viagem de duas horas, bem condortável. O ferry possue dois ambientes, um superior, aberto que permite um contato mais próximo com o mar e cadeiras de resina e, o outro ambiente, abaixo, possui ar condicionado, com sofás estofados, ambientes mais reservados e também possui uma lanchonete com bebidas e sanduiches.

Porto de Split, de onde parte o ferryboat para Hvar

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A confortável e linda travessia de Split a Hvar

A chegada à ilha de Hvar é pelo porto de Stari Grad, que fica a uns 10km da cidade de mesmo nome e 17 km da cidade de Hvar, distância que você faz em vinte minutos, por uma estrada bonita, com muitas curvas e linda vista do mar. A passagem do ferry custa 318 kn para o carro e mais 47 kn por pessoa (kn ou Kuna é a moeda croata. 1 euro equivale a 7,75 kn).

Para pedestres existe um catamarã que sai do porto de Split direto ao porto da cidade de Hvar, uma viagem bem mais curta, de uma hora e custa 80 Kn.

Embora tudo o que tínhamos lido, mencionasse longas filas para pegar o ferryboat, sobretudo em agosto, quando fomos, pois é alta temporada, e de terem recomendado chegar com bastante tempo antes do horário do embarque, nós conseguimos chegar somente vinte minutos antes da partida e havia uma fila de mais ou menos 100 veículos, não era muito para o tamanho da embarcação. As 17h já estávamos partindo.

Já no nosso retorno à Split não tivemos a mesma sorte. Chegamos ao porto as 11:30h para pegar o ferry das 14h, mas a fila estava na estrada. Ao comprar os tickets, entendemos que o ferry das 14h já estava completo, com os carros que estavam no pátio e os carros que estavam na estrada já eram para a barca das 17h, assim, nosso dia foi fazendo hora até o embarque.

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Fila saindo do Porto de Stari Grad e alcançando a estrada, para pegar o ferryboat.

Como a felicidade depende da forma com que encaramos os fatos, não deixamos que a espera nos irritasse, pelo contrário, veja o que fizemos: depois que bebericamos e tomamos café no restaurante do porto, resolvemos procurar um local melhorzinho para almoçar, sem sucesso, mas achamos um grande mercado, daí para a ideia chegar foi questão de segundos. Compramos um pão preto que acabara de sair do forno, frios e queijos e fomos fazer um piquenique no gramado ao lado do porto, uma delicia!!! Nem vimos o tempo passar. Caso lhe aconteça o mesmo, ter de esperar horas para a travessia, outra dica é ir com roupa de banho e curtir a prainha ao lado do porto, monitorando quando o ferry chega, vai gostar!!!

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Piquenique no Porto de Stari Grad, aguardando o ferryboat

ONDE FICAR
Se você ficar hospedado na pequena vila, onde a circulação é feita somente a pé ou se sua hospedagem, mesmo sendo na parte externa da Vila, não incluir estacionamento, precisará usar um estacionamento privado, um deles está de frente para a estação central de ônibus (5 kn a hora).

Hvar está repleto de Apartments, a maioria fica no alto e você terá que subir com sua bagagem muitos degraus, mas você também encontra alguns na Riva.

Optamos por utilizar os serviços de hospedagem do Airbnb e escolhemos ficar no Jelka Apartment, um amplo apartamento com dois quartos e dois banheiros, sala bem espaçosa, cozinha e sala de jantar muito bem montadas e com uma linda vista para o mar Adriático e ainda com estacionamento gratuito. Para chegar à Riva tem uma escada bem próxima que leva bem perto da igreja de Our Lady of Grace, um dos importantes pontos da cidade. Um excelente lugar para ficar.

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Ruelas da cidade de Hvar

Tivemos também a experiência do Apartment Jure, reservado por meio do booking, com cozinha comunitária e vários quartos e sala, com banheiro privativo, num prédio comum. Um dos quartos do térreo tem varanda com mesinha e cadeiras, ótimo lugar para admirar o por do sol e a linda vista para o Forte. Devem ser em média 150 degraus para chegar à praça da igreja de Santo Estêvão e não oferece estacionamento.

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Vista do forte, a partir da varanda do Apartment Jure

Para quem não quer subir e descer escadas a alternativa é buscar hotéis que estão na parte plana da vila como o Suncani Hvar Hotels que fica próximo à estação de ônibus e o famoso Amfora.

O QUE FAZER
DIA 1 – conhecendo a cidade de Hvar
Como chegamos à cidade no início da noite, deixamos a bagagem no Apartment e fomos reconhecer o ambiente. Descemos os degraus e chegamos à Riva, muito movimento nessa avenida, enormes iates, vários restaurantes, andamos um pouco, demos uma primeira olhada nas opções de passeios às ilhas, escolhemos um restaurante e curtimos o environment.

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O agito na Riva

A cidade de Hvar é bem pequenina, os pontos principais são três igrejas, a Riva e o Forte. O maior ponto de concentração é na praça Trg Svetog Stjepana (St. Stephen’s Square) onde está a Catedral de Santo Estevão que possui um campanário do século XVII e o arsenal que foi um estaleiro para construir embarcações de guerra. Nessa praça existem várias lojinhas, farmácia, um mercadinho, restaurantes e uma casa de câmbio.

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Forte iluminado

Subindo em direção à estação central de ônibus, tem uma feira diária, com frutas frescas, queijos diversos e frutos do mar, frescos.

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Feira diária em Hvar, perto da igreja de Santo Estevão

Descendo a igreja de Santo Estevão em direção à Riva, bem no canto direito, no alto, está a Church of the St. Mark e o Monastério Dominicano. Acima desta igreja, bem no alto está o enorme Forte, que infelizmente acabamos não visitando. Fica aí a dica para você visitá-lo e deixar aqui no post os seus comentários.

No final da Riva, bem no canto está a Church of Our Lady of Grace e o Monastério Franciscano.

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Igreja de Santo Estevão, centro da cidade de Hvar

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Vista do Forte a partir da varanda do Apartment Jure e a Igreja St. Mark

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Porto da cidade de Hvar, com vista para a igreja Our Lade of Grace

DIA 2 – visitando cidades e povoados da ilha e Hvar
O dia estava nublado e começou a chover lá pelas dez horas. Resolvemos então, conhecer, de carro, a ilha e transformamos um dia feio em um ótimo passeio.

Fizemos os 77 km de extensão da cidade de Hvar ao outro extremo. Logo na saída, à direita, encontramos as praias Milna e a seguir Zarace, com uma entrada à direita que leva a uma prainha muito bonitinha e à esquerda, um recanto onde fica o Zarace Beach Restoran, paramos para ver a belíssima vista e chegou ao nosso olfato, um cheiro delicioso, que nos fez decidir por parar e almoçar, clima de férias né, sem pressa. O local é muito charmoso, atendimento bem simpático, pela proprietária, e a comida muito saborosa.

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Praia e restaurante em Zarace

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Com o olfato, a visão e o paladar alimentados, seguimos até uma cidadezinha linda chamada Jelsa, que chama os visitantes a conhecerem seu calçadão de frente para o mar, decorado com altas palmeiras, uma delicioso lugar, excelente para uma caminhada e um sorvete, no fim da tarde.

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Jelsa, muito linda!!!

Continuando nosso passeio, saindo de Jelsa, entramos no Camping Gubice, lotado de motorhomes e muitas pessoas, uns curtindo a linda e relaxante paisagem, outros preparando o jantar, crianças correndo de lá para cá, totalmente livres para descobrir a natureza. Lugar delicioso para uns dois dias, boa infraestrutura e muito aprazível. Uma ótima vista do mar.

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Camping Gubice

Mais à frente, nos chamou a atenção a paisagem que tínhamos do alto da estrada para uma baía com uma prainha e casinhas ao redor, era M. Stiniva, paramos para um clic.

Seguindo o caminho passamos pelo que penso seja a menor cidade da ilha e talvez a mais antiga, Dinj, com casas totalmente feitas de pedra, muito interessante, pois demonstrava como as casas eram construídas no passado.

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Casas de pedra em Dinj

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Já com o acompanhamento do sol, que surgiu no meio da tarde, querendo se pôr, entramos no Camping Mlaska para ver os seus últimos raios a iluminar o mar Adriático e após desaparecer seguimos até Sucuraj, extremo oposto à cidade de Hvar, que também tem um porto onde a Jadrolinija opera. Pequena mas muito agradável.

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Pôr-do-sol a partir da estrada

Desse ponto extremo retornamos até Stari Grad, que mais tarde descobri que significa Cidade Velha. Quase todas as cidades da Croácia têm uma Stari Grad, a de Hvar foi colonizada por gregos, que a chamaram de Faros. Veja mais sobre Stari Grad neste post.

DIA 3 – ilhas, grutas e praias

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Ilha de Hvar e as demais ilhas ao redor, muitas opções de passeios.

Em toda a extensão da Riva você encontra pessoas vendendo os passeios para as ilhas, que saem às 10:30 diariamente. Você pode comprar os tickets no dia anterior ou no mesmo dia, antes das nove horas. Também estão aí os táxis que levam às ilhas, o preço é bem menor e cada táxi tem seus horários de ida e volta.

Com o sol brilhando resolvemos fazer um passeio num speedboat, de dia inteiro, para três cavernas e três praias (500 kn por pessoa), saiu às 10:30h e retornou as 18:30h.

O speedboat era bem diferente, os bancos eram altos e parecia que você estava sentado num cavalo. Sinceramente, se você gosta de aventura no mar, vai gostar deste barco porque a velocidade é tanta sobre as ondas que causa pancadas enormes sobre o seu corpo. Se você tem algum problema de coluna, opte por outro tipo de embarcação.

Visitamos primeiramente a ilha Vis, onde está a Green Cave, muito lindinha e onde se pode mergulhar. Além da beleza do verde da água, a formação rochosa no fundo do mar é lindo, vale levar seu snorkel. A vida marinha é pequena, somente diminutos peixinhos. A temperatura da água estava muito agradável. Na época do governo iugoslavo, essa ilha era usada para treinamento militar, portanto era impossível visitá-la. Os militares fizeram um furo no alto da caverna para que entrasse luz, refletindo nas águas internas aumentando sua beleza.

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Gruta Verde – ilha de Vis

Seguimos para a ilha de Bisevo para conhecer a Blue Cave, nossa, amei!!! No entanto, esta gruta fica dentro de um parque nacional, paga-se mais 50kn por pessoa e o pior, tem uma fila enorme, pois o seu barco lhe deixa num ponto de embarque de onde saem pequenos barquinhos, com no máximo 13 pessoas, que leva até a caverna.

A entrada da gruta é tão pequenina que todos têm que se abaixar para que o barco possa entrar. A experiência é maravilhosa pela intensidade da cor azul da água. Mas, esse efeito é dado pela incidência do sol, portanto, o horário indicado para a visita é de 11h até as 14h. Eu ficaria ali horas admirando, mas o chato desses passeios é a rapidez da visita em cada local, talvez seja melhor alugar um barco e não comprar esses pacotes junto com outras pessoas, pois sendo privado, o responsável pelo barco faça o passeio bem mais flexível e com maior tempo em cada local.

Especialmente na gruta azul, não se pode mergulhar e os barcos passam em fila, como que num desfile, em volta da gruta, enquanto você fica embasbacado com a beleza e tentando tirar fotos. Meu conselho, tire duas fotos e aproveite para curtir o espetáculo do lugar.

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Gruta Azul – lindíssima, na ilha de Bisevo

Dali seguimos para a Gruta Medividina onde também não se mergulhou. A não ser pela fenda de entrada na gruta, não tem nada mais muito interessante. Dizem que ao redor dessa gruta habitam focas que sem se saber o motivo, na década de noventa, desapareceram.

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Gruta Medividina

Dali voltamos à ilha de Vis, mas outro lado, onde fica a praia que mais gostei, a Stiniva, que possui um lindo portal de pedra, água numa temperatura muito aprazível e maravilhosamente transparente de um verde esmeralda. Como é comum na região, a praia é de pedrinhas brancas, é muito bom ter uma sapatilha de mergulho para proteger os pés, pois é bem dolorido andar descalço. Se você ainda não tiver a sua sapatilha, pode comprar em Hvar, vende por todo o lado, por 50 Kn, mais barato que no Brasil. Nessa praia tem somente um quiosque que vende bebidas.

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Praia de Stiniva

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Praia de Stiniva – ilha de Vis

 

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Ilha de Vis – grande paredão de pedra, portais naturais da praia de Stiniva. Os mais arrojados saltam no mar aí de cima.

Continuamos o passeio pela ilha de Vis, de barco fomos até a praia Stoncica, também com pedras, que tem um restaurante que lhe oferece uma bandeja com vários tipos de peixes para você escolher e os prepara numa grelha. Não peça sopa e nem carne, porque não será bem servido.

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Ilha de Vis – praia de Stoncica e restaurante de mesmo nome.

A última parada foi na praia Palmijana, esta bem maior e com uma infraestrutura muito mais sofisticada. Cadeiras e espreguiçadeiras, restaurantes bem mais sofisticados, mais liberal também, para top less.

 

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Praia de Palmijana

Todos esses lugares estão repletos de barcos, veleiros e iates, mas em Palmijana o fluxo é bem maior.

Dizem que vale conhecer a ilha de Brac onde fica a praia de Bol, que fica no lado oposto das demais ilhas e o passeio é também de um dia, não fizemos.

Foi um dia lindo de sol, de passeio intenso, de grande aventura e paisagens belíssimas. Encerramos o dia degustando um saboroso risoto homemade, por nós mesmos, harmonizado com o tinto croata, Dingac, 2011, degustando da sacada de nosso apartment, com vista para o Forte.

ONDE COMER
Na cidade de Hvar
4 Palme, na Riva, degustamos um mixed fish plate para duas pessoas, mas que comem muito bem três pessoas, vem quatro tipos de peixe, lula e dois lagostim (380 kn).
Em Zarace
Zarace Beach Restaurant, comemos um steak que estava maravilhoso, uma porção bem generosa, um mix de peixes, saborosíssimos e uma salada de polvo, super bem servida e deliciosa. Pratos deliciosos é muito bem servidos, recomendo!!!
Em Stari Grad
Veja aqui.
Ilha de Vis, praia de Stoncica
Restaurante Jelovinik, fazem peixes e carnes assados na grelha. Logo quando você chega eles lhe apresentam uma bandeja com vários peixes e você escolhe o que quer comer. Optamos por comer carne, para variar, e é claro que não deu certo, a carne estava dura, mas a salada de polvo estava boazinha.

Tanto em Hvar como em Stari Grad é super seguro andar pelas ruelas a noite. Hvar é uma ilha interessante, mas tem pouca coisa para conhecer, sua proposta principal é a nigth e os passeios para as outras ilhas. Se você não é ligado no agito e principalmente, se estiver de carro, pense na possibilidade de se hospedar em Stari Grad, ficará livre das longas escadas, o preço será mais barato e a cidade tem muito mais charme. Os passeios para as ilhas também saem daí. Se quiser saber mais sobre Hvar visite o site oficial da ilha e se desejar conhecer todo o roteiro de minha viagem para a Croácia, Montenegro e Bósnia veja aqui.

E para encerrar essa linda viagem a Hvar, fica a imagem do lindo por do sol!!!

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